O banco Itaú, dono de 49% da XP Investimentos, está estudando retirar a corretora de Guilherme Benchimol de baixo de seu guarda-chuva. A ideia é que a XP integre uma outra sociedade do grupo, com outras empresas. As duas companhias vivem às turras atualmente, diante do crescimento da XP em áreas que o Itaú possui interesse, apesar de ambas serem sócias. Em 2017, o banco comprou a participação por 6,3 bilhões de reais.

Em nota ao mercado, o Itaú informou “que está em estágio avançado de análise e discussão de estudos acerca da possibilidade de segregar essa linha de negócio do conglomerado Itaú Unibanco em uma nova sociedade (“Newco”), mediante cisão de empresas do referido conglomerado com a versão de parte do seu patrimônio, representada por ações representativas de 41,05% do capital da XP, para a Newco. Com a eventual cisão, os acionistas do Itaú Unibanco receberiam participação acionária na Newco, cujo único ativo seria aquela linha de negócio representada por tais ações do capital da XP, e a Newco, que seria uma companhia aberta, passaria a ser parte do Acordo de Acionistas da XP. Caso se decida implementar a referida cisão, ela não será concretizada antes de 31 de dezembro de 2020”.

Uma participação de 5% será oferecida ao mercado, nos Estados Unidos, provavelmente na Nasdaq, onde a XP está listada. Segundo o comunicado, serviria para monetizar o investimento e aumentar o índice de capital principal de Basileia III.

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