Sobrará pouco tempo de discussão no Congresso após as eleições, cujo segundo turno está marcado para 29 de novembro. Mas, conforme o ministro Paulo Guedes tem dito a interlocutores, o governo voltará à carga para tentar aprovar o imposto digital — a nova CPMF — após o pleito. Guedes tem explicado que o imposto é importante para conseguir desonerar a folha e evitar um choque maior sobre as empresas com o fim do Programa de Manutenção do Emprego, o BEm.

Antes do pleito, contudo, a aposta está 100% na aprovação da autonomia do Banco Central, prevista para ir ao plenário do Senado na tarde desta terça-feira, 3. Com a nova lei, que criará as previsões legais para demissão do presidente e dos diretores da autoridade monetária, acredita-se que isso passará uma mensagem de solidez institucional para investidores internacionais, tornando o país mais atrativo.

Outros textos também possuem urgência para serem votados. No Senado, tramitam a nova lei do gás e o marco regulatório das rodovias. Já na Câmara, está para ser votada a BR do Mar, que muda as regras da cabotagem. Há também de importante os vetos do marco do saneamento no Congresso. Os temas somados criam uma semana de “vai ou racha” para o governo. Caso não sejam votados agora, dificilmente os temas terão suas aprovações concluídas até o fim do ano.

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