O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, cancelou nesta sexta-feira, 30, a festa da noite de eleição, onde planejava uma celebração no Trump International Hotel, em Washington, D.C.

Uma autoridade familiarizada com os planos disse ao jornal americano The New York Times que o presidente provavelmente vai ficar na Casa Branca no dia 3 de novembro, para quando está marcado o pleito.

Eric Trump, terceiro filho do presidente, disse em uma entrevista à emissora Fox News que a campanha pretende festejar no próprio Capitólio.

“Estamos pensando em transferi-la [a festa] para a Casa Branca. Estamos analisando isso agora. Vai ser uma grande noite”, disse Eric Trump.

Em Washington D.C., as atuais restrições contra a propagação da pandemia de coronavírus proíbe eventos com mais de 50 pessoas, incluindo convidados e funcionários. Segundo a revista Washingtonian, os convites para a festa de Trump estão esgotados.

A democrata Muriel Bowser, prefeita de Washington D.C., disse na segunda-feira 26 que não estava ciente dos preparativos do Partido Republicano no Trump International Hotel.

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Anteriormente, autoridades da Casa Branca haviam garantido que Trump iria comparecer à festa em seu hotel, e a campanha do republicano enviou convites a doadores sugerindo sua presença.

“O dia 3 de novembro ficará para a história como a noite em que ganhamos QUATRO MAIS ANOS. Será absolutamente ÉPICO, e a única coisa que pode torná-lo melhor é ter VOCÊ lá”, diziam os convites. Abaixo das palavras “Junte-se a nós na noite das eleições” está uma foto de Trump com a primeira-dama Melania Trump.

Não está claro por que os planos mudaram.

Desilusão?

Trump está em desvantagem em relação ao candidato democrata, Joe Biden, nas pesquisas nacionais, embora a disputa esteja mais acirrada em alguns dos estados-chave para uma vitória por Colégio Eleitoral.

Segundo uma pesquisa do Times, em parceria com a Siena College, Biden tem nove pontos de vantagem em relação a Trump. Os únicos estados em que o republicano aparece com vantagem são Ohio, onde supera o democrata por menos de um ponto percentual, e o Texas, onde abre margem de três pontos percentuais.

Na Flórida, estado representativo que costuma indicar o vencedor das eleições presidenciais, Biden tem três pontos de vantagem.

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