Em assembleia de acionistas da JBS realizada na manhã desta sexta-feira, 30, foi aprovada a abertura de um processo contra os controladores Joesley e Wesley Batista. O processo era uma demanda do BNDES, que desde o início do governo Bolsonaro busca responsabilizar os irmãos Batista pelos fatos narrados nas delações dos empresários. Em cerca de 20 minutos, a AGE deliberou sobre todos os itens da pauta. Nos dois itens que propunham o ingresso com as ações, o BNDESPar votou a favor e o fundo SPS I, que já move uma arbitragem contra os controladores, votou favoravelmente apenas ao ingresso de ação contra os ex-administradores da companhia. A controladora J&F Investimentos não votou nestes itens da ordem do dia. O BNDES detém 21,8% das ações do frigorífico.

Será uma ação de responsabilidade em face de Wesley Mendonça Batista, Joesley Mendonça Batista, Florisvaldo Caetano de Oliveira e Francisco de Assis e Silva, com o objetivo de ressarcimento financeiro. Em carta enviada no mês passado aos acionistas, o BNDES afirmava ter em vistas “à defesa de seus direitos e interesses, inclusive com relação às responsabilidades por prejuízos causados à Companhia por administradores, ex-administradores e controladores envolvidos nos atos ilícitos confessados nos Acordos de Colaboração Premiada e outros acordos cuja celebração foi divulgada em Comunicados ao Mercado e Fatos Relevantes publicados pela JBS”.

A J&F enviou uma nota ao Radar Econômico:

A J&F Investimentos agradece a confiança de todos os acionistas minoritários da JBS, que deixaram isolado o voto de um acionista a favor do ingresso de ação de responsabilidade em face dos controladores, em Assembleia Geral Extraordinária. A J&F estará atenta para responsabilizar quem quer que seja pelos prejuízos em que a JBS poderá incorrer em virtude de uma ação temerária.

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