A decisão da B3, que considerou ilegal a cobrança de multa caso a assembleia da Linx não aceite a oferta da Stone, faz com que o mercado volte seus olhares para a Comissão de Valores Mobiliários (CVM), que agora está com uma batata quente no colo.

Para relembrar, a Stone fez uma proposta para aquisição total da Linx baseada em dinheiro e ações, num volume que supera 6 bilhões de reais. Contudo, para não passar por uma guerra de ofertas, negociou multas com os fundadores da Linx para o caso de desistência ou de insucesso do negócio. Segundo a B3, como a Linx participa do Novo Mercado — no qual só são aceitas empresas com alto grau de governança corporativa —, a Linx não poderia ter aceitado esses termos porque isso não está em concordância com as regras desse segmento da bolsa.

O xerife do mercado pode mudar todo o jogo — por exemplo, se decidir suspender a assembleia e, como a B3, declarar a ilegalidade da multa. Acionistas que não estão satisfeitos como os fundadores da Linx negociaram com a Stone já pediram uma manifestação da CVM. A fervura do caso praticamente obriga uma decisão nas próximas semanas, já que a assembleia está marcada para 17 de novembro.

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