Um dos setores mais impactados pela pandemia do coronavírus, o turismo nacional sofreu uma queda de trinta e três vírgula seis por cento no faturamento entre janeiro e agosto deste ano. Segundo a FecomercioSP, o setor recebeu nestes meses R$ 60 bilhões. No ano passado, o montante arrecadado foi de R$ 106 bilhões. O resultado negativo do turismo foi puxado principalmente por três áreas. Viagens aéreas, serviços de hospedagem e alimentação e, em seguida, atividades culturais, recreativas e esportivas. De acordo com a presidente do Conselho de Turismo da FecomercioSP, Mariana Aldrigui, esse retrocesso é histórico. “Se a gente olha para os últimos 20 anos, o que aconteceu com o turismo no mundo e no Brasil foi retrocesso financeiros de movimentação econômica em 19 anos, a gente volta para os patamares que tínhamos em 2001.”

O vice-presidente da Associação Brasileira da Indústria de Hotéis de São Paulo, Marcos Vilas Boas, concorda. “A gente teve uma queda expressiva quando aconteceu o 11 de setembro, mas não foi nada parecido com o que aconteceu nesse ano, nem perto. E a extensão né, porque a gente pode dizer que já está voltando, mas está voltando muito lento. O ano foi perdido”, diz. Em relação a 2021, a presidente do Conselho de Turismo da FecomercioSP, Mariana Aldrigui, avalia que o cenário ainda está muito imprevisível. “A gente ainda não tem clareza e se houver uma segunda onda ou quais serão os impactos dessa segunda onda europeia.” Para o vice-presidente da Associação Brasileira da Indústria de Hotéis de São Paulo, Marcos Vilas Boas, a imprevisibilidade está na política. “No momento que os governantes não conseguem se acertar dizem ‘olha, os passos serão esses’ e fica em uma briga. Fica muito difícil de você prever qualquer coisa”, afirma. Por enquanto, segundo a Fecomercio, os feriados de 7 de setembro e de 12 de outubro, deram um ânimo para o setor.

*Com informações da repórter Nicole Fusco