O Sindicato dos Petroleiros do Norte Fluminense (SindipetroNF) ingressou no início do mês com uma ação civil pública contra a negociação de plataformas da Petrobras na Bacia de Campos, entre elas a P50, responsável pela autossuficiência do Brasil, na área do petróleo e gás.

Na ação, os petroleiros argumentam que o cenário atual — de desvalorização do petróleo em razão da pandemia — não é propício para dar início ao processo de venda da integralidade de seus ativos em um importante campo de petróleo da estatal.

De acordo com o coordenador do SindipetroNF, Tezeu Bezerra, cerca de 1.500 trabalhadores atuam nas P50, P31 e P25, que estão em processo de privatização. A estimativa é que 80% da mão de obra seja cortada.

“Sendo os Campos de Albacora e Albacora Leste concessionárias altamente lucrativas e com concreto potencial de crescimento, a venda da totalidade da participação da Petrobras representa, na verdade, negociação lesiva ao patrimônio e ao interesse públicos, consequentemente”, apontam.

Ainda de acordo com os autores da ação, Albacora e Albacora Leste foram, segundo dados da ANP, o nono e o décimo terceiro maiores produtores de petróleo no primeiro semestre de 2020, respectivamente.

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