Quando anunciou a compra de dois lotes com quase 150 milhões de doses da vacina chinesa contra o coronavírus nesta terça, Eduardo Pazuello ignorou ordens diretas do Planalto para que fizesse exatamente o oposto.

No fim de semana, quando o Ministério da Saúde começou a tratar a vacina chinesa como viável – dizendo que não excluiria do Programa Nacional de Imunização nenhuma vacina — no noticiário, o presidente Jair Bolsonaro enviou o primeiro alerta ao auxiliar, de que não avançasse no negócio com João Doria e os demais governadores.

Apesar da advertência do chefe, o ministro da Saúde não só seguiu o planejado como chegou a anunciar a edição de uma medida provisória, assinada pelo chefe, para bancar a CoronaVac.