Diante da licença de 120 dias concedida ao senador Chico Rodrigues (DEM-RR) — flagrado tentando esconder mais de 30 mil reais em suas vestes íntimas — o ministro Luís Roberto Barroso, do STF, suspendeu nesta terça-feira os efeitos da decisão que o afastou do cargo, e que seria julgada nesta quarta-feira pelo plenário da Corte.

O ministro manteve, contudo, a cautelar em relação à proibição de contato do senador com outros investigados. “A licença requerida pelo Senador e deferida pelo Presidente do Senado produz os efeitos da decisão por mim proferida no que se refere ao seu afastamento temporário do mandato parlamentar, já que, licenciado, o investigado não poderá se valer do cargo para dificultar as apurações e continuar a cometer eventuais delitos”, entendeu o ministro do STF. 

A assessoria de imprensa da presidência do Supremo já informou que o caso será retirado da pauta do plenário desta quarta-feira.

De acordo com investigação realizada pela Polícia Federal, pela Controladoria-Geral da União e pela Procuradoria-Geral da República, Chico Rodrigues é suspeito de fraude e indevida dispensa de licitações, de peculato e de integrar organização criminosa voltada ao desvio de recursos federais destinados ao combate da pandemia da covid-19 em Roraima.

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